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Abstract
A rede de abastecimento de água da Vila de Homoíne, no distrito homónimo da província de Inhambane, acumula ha vários anos um problema de difícil quantificação: uma parcela significativa da água produzida nunca chega a ser cobrada. A falta de instrumentos de controlo adequados agravada pela gestão feita quase exclusivamente por meios manuais torna praticamente impossível distinguir o que se perde por fugas físicas do que se perde por falhas na medição e facturação.Este trabalho parte desse problema concreto para propor uma resposta metodológica: a aplicação do Balanço Hídrico segundo a abordagem da International Water Association (IWA). Trata-se de um procedimento estruturado que decompõe o volume de água introduzido no sistema nas suas várias componente consumo faturado, consumo não faturado e perdas de natureza física e aparente permitindo, assim, conhecer com precisão onde e quanto se perde. O interesse desta abordagem para o contexto de Homoíne prende-se, sobretudo, com a sua adaptabilidade: mesmo quando os dados disponíveis são incompletos ou de fiabilidade limitada, o balanço hídrico fornece estimativas suficientemente robustas para orientar decisões de intervenção. Espera-se que o diagnóstico revele um índice de Água Não Faturada acima dos $3 0 %$, valor consistente com o que tem sido registado em sistemas similares em Moçambique e noutros países da África Subsaariana.Os resultados deste estudo têm utilidade imediata para o operador local e podem servir de modelo replicável noutros sistemas de pequena e média dimensão no país, contribuindo para um sector que ainda carece de dados sistematizados sobre a eficiência da distribuição de água em zonas rurais e semi-urbanas.
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Conflict of Interest
The authors declare no conflict of interest.
Ethical Approval
Not applicable
Data Availability
The datasets used in this study are openly available at [repository link] and the source code is available on GitHub at [GitHub link].
Funding
This work did not receive any external funding.
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