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Abstract
Este artigo aborda duas xilogravuras do artista Geraldo Trindade Leal (1927-2013) que representa as cenas ruais da sua infância e sua terra natal, com muita simplicidade por meio de suas linhas riscas com as goivas na madeira, em figuras dos Pampas Gaúcho, cavalos, ovelhas e peões em uma configuração expressionista, ou seja, suas figuras geram uma série de xilogravuras na década de 60 que mostram, claramente, a importância dada ao trabalho do peão gaúcho. Suas xilogravuras são espelhos da realidade do Pampa Gaúcho e seu povo.
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Introdução
Geraldo Trindade Leal nasceu no município de Santana do Livramento, 1927 e faleceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2013. Santana do Livramento faz parte da Região da Campanha do Rio Grande do Sul, destacando-se na pecuária (bovinos e ovinos). Gravador, desenhista, ilustrador e pintor. Estuda no curso livre de desenho do Instituto de Belas Artes, em Porto Alegre. Em 1953 vai para a Bahia, onde pesquisa a arte africana e desenvolve estudos sobre Pablo Picasso e o cubismo. Volta, em 1954, para Porto Alegre e inicia-se em xilogravura no ateliê de Francisco Stockinger. Convive com artistas da Sociedade Amigos da Arte, como Rubens Cabral, Joaquim Fonseca, Zorávia Bettiol e outros. Na segunda metade dos anos 50, realiza ilustrações para contos de Edgar Allan Poe e lança um álbum de xilogravuras intitulado O Lobisomem.
Na década de 60, realiza várias xilogravuras expressionistas relembrando imagens da sua infância no município de Santana do Livramento no Rio Grande do Sul-RS.
No início o município era ocupado pelos índios minuanos e charruas. Por volta do ano de 1810, houve um combate entre forças portuguesas e espanholas, saindo vitoriosas as forças portuguesas. O município passou, então, a denominar-se Santana do Livramento e, mais tarde, somente Livramento. Em 1957, foi restituída a antiga denominação Santana do Livramento. Município voltado a criação de gado e ovinos, característica forte da região.
Trindade Leal nessa época produzia gravuras em madeira, imagens que imprime um ato de força e de memória da sua infância. A dureza do material se opõe à vontade do artista de abrir as fendas que construirão as figuras, que irão surgir das ferramentas cortantes e das fibras da madeira devido sua tesão, dessa tesão surgiram imagens da sua infancia que irão se estabelecer nos risco da madeira, como os gravadores expressionistas que valorizam o seu próprio passado.
O conceito de xilogravura
O conceito de xilogravura surge apenas no século XX, sendo definido como a arte de se fazer gravuras em madeira ou a impressão obtida por meio desta técnica. Segundo Herskovits (1986 apud COSTELLA, 2003), esta técnica, surgiu na China, utilizada para impressão. Essa afirmação de Herskovits é contestada por Costella (2003), quem afirma existirem historiadores que se referem ao uso da xilogravura, no mesmo período dos chineses, no Japão, na Índia, na Pérsia e na América Pré-colombiana.
As xilogravuras são feitas pela impressão (sobre o papel ou outro suporte) de uma matriz em madeira. Por sua vez em sua aparente simplicidade, a xilografia é a mais espontânea das técnicas gráfica. Da simplicidade, porém, ela permite nascer uma formidável riqueza em arte, dotada de encantos sem fim. (Costella, 2003, p. s/n apud ZULIETTI; NOGUEIRA, 2022)1.
A xilogravura, tecnicamente, é uma das práticas mais antigas que se conhece para gravação de imagens, ou seja, produzir gravuras é de extrema simplicidade, o que pode explicar sua utilização até os dias atuais, pelo fato de não haver necessidade de qualquer interferência tecnológica na sua produção.
As xilogravuras, não só as nordestinas de cordel, mas toda xilogravura popular, que é o termo mais apropriado para as gravuras feitas na madeira, causam as mais estranhas emoções, porque as sensações são familiares e muito presentes na vida dos nordestinos, principalmente, com esse imaginário de demônios, santos, beatos, cangaceiros, princesas, vaqueiros e mandacarus. Todas essas crendices e piadas (anedotas) envolvem as agruras e bênçãos conseguidas nessa vida de penúria, tão presente no sertão nordestino brasileiro.
Faz-se necessária a valorização da xilogravura popular na formação imaginária do sertão nordestino brasileiro, propondo o conceito de que o agreste tem suas demonstrações na construção das imagens do sertanejo, intensificada pelas gravuras das capas nos cordéis. A leitura de imagens e a cultura visual procuram meios para sua aplicação na prática educativa [...], visando assim contribuir para uma reflexão da xilogravura como arte popular. (Gabriel,2012 apud Zulietti; Nogueira, 2022).
Gravura no Brasil
No Brasil, a gravura artística começou a ganhar o reconhecimento como arte maior na década de 1950, com os artistas gravadores precursores: Oswaldo Goeldi (1875– 1961), Lívio Abramo (1903–1992), Axl Leckoschek (1889–1978), Lasar Segall (1891– 1957) e Carlos Oswald (1882–1971), e com as premiações de artistas gravadores brasileiros nas primeiras bienais internacionais de arte em São Paulo.
Outro fator importante para tal foi a chegada de artistas estrangeiros como o austríaco Axl Lesckoschek, Lasar Segall e outros que vieram da Europa, que com os seus cursos dos processos de gravação em xilogravura artística, formaram muitos artistas gravadores brasileiros. Axl Lesckoschek, autor de xilogravuras principalmente de topo, chega ao Brasil no final de 1930. Ficou apenas oito anos, tempo suficiente para marcar e estimular profundamente o meio artístico na época. Foi professor de artistas que se transformaram em grandes gravadores como Fayga Ostrower (1920–2001), Edith Behring (1916) e Ivan Serpa (1923–1973). (STORI; PETRA, 2015)2.
Na década de 1940, por um grupo de artistas atuantes em Bagé e em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O nome nasceu Grupo de Bagé surgiu após uma exposição realizada em Porto Alegre em 1948, na galeria do Correio do Povo, tendo sido apresentados pelo crítico de arte Clóvis Assunção, que deu aos jovens artistas o nome de “Grupo de Bagé”, porque tal grupo foi formado por jovens artistas atuantes em Bagé/RS e em Porto Alegre/RS.
O Grupo de Bagé foi formado inicialmente pelo intelectual Pedro Wayne (s/d), Ernesto Wayne (1929–1997), Ernesto Costa (s/d), Jacy Maraschin (s/d), Deni Bonorino (s/d), Clóvis Chagas (s/d), Júlio Meireles (s/d) e Glauco Rodrigues (1929– 2004), Glênio Biancheti (1928–2014), que entraram em contato com Carlos Scliar (1920–2001), Danúbio Gonçalves (1925) e o paulista José Morais (1921–2003). Sob a posterior liderança de Vasco Prado (1914–2009) e Carlos Scliar, que se ajuntaram a Francisco Stockinger (1919–2009), Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti, Glaco Rodrigues e Trindade Leal (1927–2013). O Grupo de Bagé exerceu uma influência direta na formação do Clube de Gravura de Porto Alegre, que se formou sob a liderança de Vasco Prado (1914–1998) e Carlos Scliar aglutinados a Francisco Stockinger (1919–2009), Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti, Glaco Rodrigues e Trindade Leal (1927–2013). O Clube de Gravura de Porto Alegre acabou estimulando o surgimento de vários outros grupos semelhantes pelo Brasil (ALVAREZ, 2011).
O Grupo de Bagé e o Clube de Gravura tinham como objetivo principal a figuração, a utilização da arte como um instrumento de valorização do homem e como um elemento capaz de aproximação e conscientização do público quase sempre tão distante das artes plásticas e dos acontecimentos artísticos de vanguarda daquele momento.
Buscava como expressão a representação de uma realidade nova, própria, através da observação aguda, incisiva colocada no desenho e depois nas matrizes das gravuras tendo como estímulo a paisagem e os seus elementos, os tipos humanos com vestimentas a caráter nos seus afazeres diários em seus contextos, os elementos de usos e costumes do dia a dia, cenas do cotidiano. (STORI; PETRA, 2015)3
A infância na cidade natal
Os primeiros passo de Trindade Leal na gravura teve como princípio estético, o realismo social da sua infancia na cidade natal, num estilo figurativo com influência expressionista do Grupo de Bagé. Trindade Leal optou pela gravura, mais especificamente pela xilogravura por ser um o processo de divulgação mais democrática da arte, tanto pela sua reprodutibilidade como pela força das imagens. Teve como um dos principais objetivos a expressão de uma arte regional, começando pelos temas rurais de sua terra natal.
Na decada de 60 Trindade Leal realiza uma serie de gravuras com tematica ruais da sua infância como pode-se ser na Xilogravura 1.
Xilogravura 1: Cena rural

Fonte: MAC USP (1965) P.A – 38 cm x 25 cm-1964.
Nesta xilogravura 1 Trindade Leal representa um curral, área cercada onde se mantêm animais domésticos, incluindo cavalos. Que serve principalmente para facilitar o manejo dos animais, permitindo a realização de procedimentos como vacinação, castração, inseminação artificial e pesagem. A construção de um curral deve considerar as necessidades específicas dos cavalos, garantindo um ambiente seguro e confortável para eles, como se pode observar no plano de fundo da imagem, toda tintada negra impressa na madeira que espoem os seis riscos finos ovais que demarcam o curral, ao fundo a direita pode-se ver uma pequena árvore risca na veia da madeira com goivas médias com muita sutileza, utilizando as goivas mais finas, ele risca o chão do curral com grande tesão em traços verticais, diagonais e horizontais, para marcar a área segura e confortável dos cavalos, surgindo as flores chamadas prímulas, flores viçosas.
Na parte superior do círculo oval pode-se a entrada e a saída do curral, já na parte lateral a esquerda ao fundo pode se ver o Cocho uma estrutura para oferecer alimentos aos cavalos, riscada na madeira com quatro linhas ovais orgânicas e no centro um pouco de ração tintado em preto em um circo oval mal definido na madeira. No lado esquerdo superior um vaqueiro sentado na madeira do curral, adepto do trabalho com cavalos com fama de serem corajosos e responsável por uma série de tarefas essenciais para o cuidado da fazenda.
Trindade Leal risca na madeira um vaqueiro com um grande chapéu com poucos traços, mostrando a simplicidade da atividade. Lado esquerdo abaixo outro vaqueiro com um grande chapéu e com sua calça bombacha gaúcha e sua guaiaca lateral segurando sua bolsa de couro, mas sem bota mostrando a simplicidade desse vaqueiro. Do lado direito outro vaqueiro sentado na madeira do curral também com um grande chapéu e descaso, mas um profissional responsável pelo cuidado do gado e pela manutenção das atividades do campo. No centro três cavalos que estão sendo domesticados para sobreviverem em cativeiro e depois serem usados para montar e puxar carruagens, arados, carroças ou transportar os vaqueiros da fazenda.
Trindade Leal com essa imagem busca valorizar os vaqueiros que desempenham um papel crucial na preservação da cultura rural da sua terra natal. Em várias regiões, a profissão ainda é associada a valores como a honra, a coragem e o respeito à natureza, sendo transmitida de geração em geração. As festas tradicionais, como rodeios e vaquejadas, celebram o trabalho e a tradição dessa profissão, destacando o vaqueiro como um verdadeiro herói do campo.
Na Xilogravura 2 Trindade Leal risca na madeira em traços finos e largos a imagem do pastor de ovelhas cuidando dos ovinos atividade tradicional em sua terra, baseada na produção de carne, lãs. Pode-se notar na parte superior da xilogravura a preocupação de mostra a natureza e a boa qualidade da pastagem necessário ao manejo correto para a criação de ovelhas. Trindade leal risca a madeira com a goiá de largura média um semicírculo oval com cinco linhas e acima dos riscos, trabalha minuciosamente as folhas de uma pastagem perfeita para criação das ovelhas no plano de fundo.
No primeiro plano da imagem um peão pastor que cuida, guia e protege seu rebanho, garantindo seu bem-estar e segurança. Nessa imagem Trindade Leal rasga a madeira em profundidade para enfatizar os grandes olhos de um trabalhador que busca a satisfação no seu oficio, pode notar os riscos delimitando o corpo do peão em cima do cavalo, com o seu grande chapéu, e com seu lenço, e seu guaiaca na cintura e sua bota de couro em riscos finos e suaves na madeira.
O cavalo o autor trabalha com vários riscos horizontais e verticais criando um movimento ao cavalo. Trindade Leal risca os veios da madeira com muita sutileza, utilizando as goivas mais finas, surgindo o número sete na coxa do cavalo como uma simbologia que representa a totalidade, a perfeição, a consciência, o sagrado e a espiritualidade. O sete simboliza também conclusão cíclica e renovação que o pastor de ovelha representa na pampa gaúcha. Na frente do pastor de ovelhas Trindade Leal risca na madeira três ovelhas pastando com inocência, pureza e docilidade.
A ovelha para Trindade Leal nesta gravura incorpora a própria ideia de coisas que são simples, mas tão preciosas em sua simplicidade. A ovelha é comumente associada à rotina, à vida cotidiana, à essencialidade da existência e às coisas que são boas e puras de sua infância vivida em sua terra natal.
Xilogravura 2: Pastor de ovelhas

Fonte: Coleção do autor - P.A – 37 cm x 26 cm-1964
Na Xilogravura 3 Peão a cavalo produzida por Trindade Leal, mostra a importância da indumentária típica do gaúcho e da prenda é um dos elementos mais marcantes da cultura sul-rio-grandense. Mais do que simples roupas, esses trajes representam a tradição, a história e o orgulho do povo do Rio Grande do Sul. Com riscos verticais, horizontais e ondulados ele risca na madeira o Peão com um chapéu de feltro, que protege do sol e da chuva, e com riscos curvados e desenha a bombacha que é presa na cintura por um cinto largo ou guaiaca, e geralmente é afunilada nos tornozelos, facilitando o uso de botas.
Com quatro risco verticais e ondulados ele desenha o lenço no pescoço que é um símbolo de identidade, podendo ser vermelho, branco ou de outras cores, cada uma com significado cultural ou de filiação a um determinado grupo ou tradição gaúcha. Trindade leal com dois riscos simples na madeira ele desenha a bota de couro vista no pé do Peão, elemento essencial, que protege os pés durante o trabalho no campo. Muitas vezes, são adornadas com esporas, usadas para guiar o cavalo. Já a camisa coberto pelo poncho, protege o trabalhador do sol forte e dos ventos da pampa.
Para Trindade Leal a roupa do peão não é apenas prática; ela também simboliza o respeito pelo trabalho duro e pela terra. A direta acima da imagem do peão ele risca com pequenos traços uma pequena coruja que simboliza a sabedoria, a inteligência, o mistério e o misticismo da pampa gaúcha.
Por outro lado, essa ave de rapina noturna, pode simbolizar mau augúrio, azar, escuridão espiritual, morte, trevas e bruxaria. Ao fundo no segundo plano pode-se ver a pampa gaúcho e sua vegetação. Trindade Leal com sua goiva tira lascas finas e médias da madeira com traços verticais e horizontais e alguns traços ovais e diagonais desenhando o clima do Pampa subtropical** **com as quatro estações do ano bem definidas e sua vegetação que é marcada pela presença de gramíneas, plantas rasteiras, arbustos e árvores de pequeno porte.
Em sua maior parte, destaca-se o relevo de planícies, constituído de grandes áreas de pastagens que se desenvolvem grandes rebanhos, conforme a imagem mostra.
Esse tema remete ao poema Gaúcho, Peão de Estância da autora Carol Carolina:
Gaúcho, Peão de Estância
O Peão ao levantar-se Dá logo uma espiadinha E vê ao longo do campo A geada bem branquinha.
É o efeito da friagem Que causa a geada Cobrindo tudo de gelo Ao longo da madrugada.
E o Peão veste seu pala Para enfrentar o frio Que por vezes é tão intenso Congelando a água do rio.
Depois encilha o cavalo E sai para lida campeira. Se despede de sua Chinóca Que lhe abana da porteira.
Parte junto com seu cusco Seu amigo e companheiro Que é fiel não lhe abandona Sempre perto o dia inteiro.
A tardinha a Chinóca Se arruma toda bonita Coloca flor no cabelo E põe seu vestido de chita.
E vai esperar a volta Do seu Peão muito amado Que ao chegar dá-lhe um beijo Na beira do alambrado.
Depois lá dentro de casa Ficam em volta do fogão Conversam, comentam causos Sorvendo um chimarrão.
Tenho orgulho em ser Gaúcha E honrar a tradição Trago meu Rio Grande no peito Ao lado do coração.
Carol Carolina (2010)4
Xilogravura 3: Peão a cavalo

Fonte: Coleção do autor - 1964. Xilogravura – 32 cm × 44 cm
Considerações finais
As três Xilogravuras de Trindade Leal assumem uma vigorosa dinâmica estética, nas quais se encontram cenas de sua infância e lembras do trabalho rural do Pampa Gaúcho, com risco simples na madeira, sem grandes talhos fortes na veia da madeira ele mostra uma cena dramática com um expressionista. Elas refletem o Peão Gaúcho em seu mundo de trabalho, social e político, são espelhos da realidade pessoal desse povo do Pampa.
Trindade Leal desenhou sua infância em pequenos riscos na ceia da madeira. Ao tirar dos meios técnicos da xilogravura, suas linhas simples e diretas, revelou sua terra natal e seus profundos sentimentos de amor ao seu passado. A experiência do riscar e de retirar as lascas da madeira se desenvolveu numa relação dialética com seu interior que transbordava imagens produzidas no seu consciente, expressão nítida em sua produção na década de 60.
Trindade Leal, assim se aproximou o seu ofício de gravar em cenas de sua infância, como suas figuras de cavalos, ovelhas e peões em pequenos riscos finos, verticais, horizontais, simples na madeira.
Pode-se afirmar que em suas xilogravuras, ele atinge uma extraordinária qualidade estética a partir dos riscos e das pequenas lascas retirados da madeira, o que gera no espectador uma dramaticidade sobre a realidade infância de vida e dos Peões dos Pampas Gaúcho.
Footnotes
Informação disponível em: https://revistacontemporaneos.com.br/a-xilogravura-de-gilvan-samico-o-visual-a-composicao-a-imaginacao-e-despojamento-a-fantasia-e-a-religiao. Acesso em:12 jul. 2024. ↩
Informação disponível<https://anpap.org.br/anais/2015/simposios/s4/norberto_stori_petra_sanchez.pdf> acesso 03 de jul de 2025. ↩
Informação disponível<https://anpap.org.br/anais/2015/simposios/s4/norberto_stori_petra_sanchez.pdf> acesso 03 de jul de 2025. ↩
Informação disponível <https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=119535© Luso-Poemas. Acesso 05 de jul.2025. ↩
Conflict of Interest
The authors declare no conflict of interest.
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Not applicable
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Funding
This work did not receive any external funding.